Alex Garcia - História

Foi no interior de São Paulo, mais precisamente a 368 km de distância da capital paulista, na cidade de Orlândia, que nasceu no dia 4 de março de 1980, um dos maiores talentos do basquete nacional: Alex Ribeiro Garcia, o Brabo.  Foi também em Orlândia que ele teve seu primeiro contato com a “bola laranja”, durante uma aula de Educação Física na escola “Iracema Miele” e a professora era Solange de Castro, também sua primeira técnica.

Sempre incentivado por Eduardo, seu irmão mais velho, Alex nunca deixou de lado a bola de basquete. Aos 13 anos já representava sua cidade em jogos da região (1993, 1994 e 1995). Aos 15 anos teve sua primeira experiência longe de casa (133 km de Orlândia) e foi jogar em Santa Rita do Passa Quatro – interior de São Paulo. Depois de um ano em Santa Rita, Alex almejou voos mais longos e partiu para a cidade de Assis (390 km de Orlândia), em 1996 e jogou uma temporada na categoria de base do município. 

Mais tarde, já com 17 anos, voltou para perto de casa e passou dois anos da categoria de base (1997 e 1998) na cidade de São José do Rio Preto (190 km de Orlândia), onde conquistou o título Paulista na categoria Cadete. 

Alex Garcia no COC/Ribeirão Preto

Em 1999 se transferiu para Ribeirão Preto, ainda no Juvenil e conquistou o título Paulista da categoria.

Na equipe do COC/Ribeirão Preto ao lado de nomes ainda pouco conhecidos como por exemplo Nezinho e Arthur, construíram uma equipe sólida e vitoriosa, com o três títulos Paulista consecutivos (2001, 2002 e 2003) e um Brasileiro (2003). Além dos títulos que conquistou ao lado de Nezinho, a dupla construiu uma grande amizade dentro e fora de quadra até os dias de hoje. 

Alex Garcia pelo San Antonio Spurs e New Orleans HornetsEm 2004 realizou seu grande sonho como profissional: jogar na NBA. Como se não bastasse o fato de realizar seu grande sonho de infância, Alex foi jogar no campeão da temporada 2002-03, o San Antonio Spurs, ao lado de grandes nomes como Tim Duncan (MVP das Temporadas 2001-02 e 2002-03), Manu Ginóbilli e Tony Parker. No ano seguinte, depois de duas lesões nos Spurs, Alex foi para o New Orleans Hornets, onde ficou por mais uma temporada.

Alex Garcia pelo COC/Ribeirão Preto, Macab Tel Aviv e BrasíliaApós a experiência de duas temporadas no basquete norte-americano, Alex retornou, em 2006, ao COC/Ribeirão Preto e já na primeira temporada de seu retorno foi novamente campeão Paulista. Com o fim da equipe de Ribeirão Preto, Alex foi para Brasília, em 2007 e já no primeiro ano faturou o primeiro título Brasileiro da equipe do Distrito Federal. No ano seguinte, em 2008, teve sua segunda experiência internacional, atravessou o Atlântico e foi jogar em Israel, no Maccabi Tel Aviv e lá foi vice-campeão da EuroLiga

Retornou ao Brasil em 2009, na equipe de Brasília, onde está até hoje (atualmente UniCEUB/BRB/Brasília), e assim como nos tempos de COC/Ribeirão Preto, Alex está em uma equipe conhecida como “papa-títulos” e conquistou três títulos seguidos do Novo Basquete Brasil (2009/10, 2010/11 e 2011/12) e na primeira edição do NBB chegou a final contra o Flamengo e ficou com o vice-campeonato. 


Treinos em 2002, primeira convocação para Seleção BrasileiraA primeira convocação de Alex aconteceu em 2001, enquanto já se destacava no bicampeonato Paulista do COC/Ribeirão Preto, o técnico na época era Hélio Rubens Garcia e o primeiro desafio foi o Pré-Mundial daquele ano, disputado na Argentina. Deste então é presença certa na lista dos convocados para representar o Brasil e foi a seleção que proporcionou sua maior alegria como atleta: a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, dez anos depois de sua primeira convocação

Alex Garcia em jogo contra os Estados Unidos

De 2002 até os dias de hoje alguns campeonatos, torneios e Jogos Pan-americanos vieram e junto com eles alguns títulos. Apesar de ter ficado de fora dos Jogos Olímpicos durante 15 anos, a Seleção Brasileira não deixou de figurar entre os campeões Sul-Americanos, Pan-Americanos etc. Mas faltava algo grande, algo que todo atleta sonha: jogar uma Olimpíada.


Alex Garcia na marcação do dominicano na semifinal do Pré Olímpico de Mar Del Plata, na ArgentinaDurante os 11 anos que vem representando a Seleção Brasileira, Alex sempre buscou com a Seleção a vaga olímpica e ela veio com muita perseverança, técnica, raça e fé. O pré-olímpico de Mar Del Plata, na Argentina foi para muitos daquele grupo a última chance de jogar uma Olímpiada. Foram grandes jogos em Mar Del Plata e o Brasil veio mostrando jogo a jogo uma determinação defensiva muito grande e um padrão tático diferenciado. 

A primeira partida do Brasil foi contra a Venezuela e a estreia veio com vitória por 92 a 83. No dia seguinte era a vez de enfrentar a seleção canadense e novamente o Brasil venceu, desta vez por 69 a 57. O terceiro jogo reservaria a maior emoção até aqui, contra os dominicanos o Brasil conheceria seu primeiro revés na competição, 79 a 74. Na última rodada da fase de classificação a Seleção Brasileira teria os cubanos pela frente e com dez pontos de frente o Brasil venceu, 93 a 83.

Na fase seguinte o Brasil foi arrasador e saiu invicto direto para a semifinal, chegando mais perto da vaga em Londres-12. O primeiro jogo foi contra os uruguaios e uma grande vitória brasileira por 93 a 66. Na sequencia enfrentou os panamenhos e mais uma vitória para embalar os brasileiros, 90 a 65

O terceiro jogo reservaria a segunda maior emoção para todos os brasileirostorcida, atletas e comissão técnica vitória em cima dos anfitriões e maior rival, os argentinos. O jogo foi disputado do início ao fim e terminou com apenas dois pontos de diferença, sendo decidido nos últimos instantes da partida. Fim de jogo 73 a 71. Já classificado para a semifinal e depois de uma partida emocionante contra a Argentina, a Seleção Brasileira enfrentou Porto Rico e venceu mais uma, 94 a 72

Alex e Huertas se abraçam após a vitória diante dos dominicanos, que garantiu a vaga em Londres-12No dia 10 de setembro de 2011 o Brasil enfrentou na semifinal a única seleção que havia sido capaz de vencê-los, mas os brasileiros mostraram toda sua determinação, não deram chance para os dominicanos e no final deu Brasil, vitória por 83 a 76 e vaga olímpica carimbada. Perguntado sobre o que sentiu nos últimos segundos do jogo, Alex disse apenas três palavras, mas que representam muito. “Uma felicidade imensa”

Na final, com o objetivoalcançado os brasileiros enfrentaram novamente os argentinos, só que desta vez os anfitriões levaram  por cinco pontos de diferença, 80 a 75.

 

 

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